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Política

Cenário para o Senado em SC indica renovação e disputa intensa entre aliados de Bolsonaro

Com apenas uma reeleição praticamente confirmada, eleição para o Senado em Santa Catarina ganha peso estratégico e acirra embates dentro da direita.

Luan

Luan

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Santa Catarina pode chegar às eleições de outubro com apenas um dos três atuais senadores do Estado disputando novamente uma vaga nas urnas. Conforme análise publicada pelo NSC Total, o único nome que já confirmou intenção de buscar a reeleição é o senador Esperidião Amin (PP), cujo mandato se encerra neste ano.

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Amin está inserido no centro de uma disputa interna no campo bolsonarista, que concentra esforços para definir as duas vagas ao Senado na chapa alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse cenário, ele concorre diretamente com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), que transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, e com a deputada federal catarinense Carol de Toni (PL).

Já a senadora Ivete da Silveira (MDB), que também encerra o mandato em 2026, confirmou que não pretende disputar a reeleição. Ela assumiu a cadeira como suplente de Jorginho Mello (PL), eleito senador em 2018 e que deixou o cargo ao assumir o governo do Estado em 2023. Segundo sua assessoria, Ivete ainda avalia se concorrerá a outro cargo ou se atuará apenas nos bastidores do processo eleitoral, apoiando candidatos a deputado, por exemplo.

O terceiro representante catarinense no Senado, Jorge Seif (PL), tem mandato até 2031 e já informou que não pretende concorrer a nenhum outro cargo nas eleições de 2026.

De acordo com o NSC Total, em outros estados do país a movimentação é diferente, com senadores buscando reeleição, disputando governos estaduais ou até cargos nacionais. Casos como o do Amazonas e do Rio de Janeiro mostram que, em algumas unidades da federação, os três senadores estão diretamente envolvidos no processo eleitoral.

O interesse crescente pela disputa ao Senado está ligado à estratégia do grupo bolsonarista de ampliar sua bancada na Casa. O objetivo é ganhar força política para avançar com reações institucionais, incluindo pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal alvo é o ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões que atingiram diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, especialmente nos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em Santa Catarina, esse contexto torna a corrida ainda mais sensível. A possível candidatura de Carlos Bolsonaro pelo Estado tende a reduzir o espaço político de Carol de Toni, que pode ser obrigada a buscar outra sigla caso queira manter o projeto de concorrer ao Senado, ampliando as tensões dentro do PL catarinense.


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